Está servido?
A lembrança da comida caseira lá dos distantes anos 1970 e 1980 ainda me traz saudade e água na boca. Na sala de jantar da minha infância e adolescência em Curvelo, no sertão mineiro, a família se reunia todo santo dia para as refeições, com o sabor especial e o saber sofisticado do que então nos parecia trivial. Sobre a mesa, com forro estendido e descansos de panela feitos de peças de madeira trançada, pousavam fumegantes preciosidades gastronômicas, comuns a praticamente todos os lares da cidade. Sempre houve couve e outras rimas para nos fazer partilhar do mesmo paladar e de certo orgulho doméstico. O cardápio regular do almoço trazia arroz branco, feijão carioca ou tutu, folhas refogadas, mandioca frita ou cozida e amanteigada, bife de boi ou porco, quiabo que baba, batata-doce, cará ou inhame, repolho, farinha de mandioca, frango na panela de pressão, torresmo, maionese com ovo cozido, linguicinha e farofas. Tudo feito na banha. Antes de esses pratos renderem mexidos e mexi...