sábado, 31 de outubro de 2009

As meninas de Velazques

O mais belo poema (em) português

...pela mais bela voz portuguesa. O Infante, de Fernando Pessoa, cantado pela lusitana Dulce Pontes. Inesquecível. A música sempre vem à mente. Quem não conhece, vale a pena pesquisar no Youtube. Agora! (http://www.youtube.com/watch?v=V5hg13UxI7c) Além da foto de Pontes, la Dulce, vou colocar aqui também o tal poema tão português quanto universal. Sei que Elba Ramalho fez uma versão pro projeto dos 500 anos do descubrimento do Brasil, mas não ficou tão bom (na minha opinião) quanto esta que vos brando.

O Infante

Deus quer, o homem sonha, a obra nasce.
Deus quis que a terra fosse toda uma,
Que o mar unisse, já não separasse.
Sagrou-te, e foste desvendando a espuma,

E a orla branca foi de ilha em continente,
Clareou, correndo, até ao fim do mundo,
E viu-se a terra inteira, de repente,
Surgir, redonda, do azul profundo.

Quem te sagrou criou-te português.
Do mar e nós em ti nos deu sinal.
Cumpriu-se o Mar, e o Império se desfez.
Senhor, falta cumprir-se Portugal!

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Viva la vida!


Confesso que sempre me recomendaram, mas ainda não conhecia ainda. Mas o clipe de Viva la Vida (letra abaixo, com tradução), me chamou a atenção e me levou a pesquisar. Deixo registrado aqui esse sucesso da inovadora banda Coldplay.

I used to rule the world
(Eu dominava o mundo)
Seas would rise when I gave the word
(Os oceanos se abriam quando eu ordenava)
Now in the morning and I sleep alone
(Agora pela manhã durmo sozinho)
Sweep the streets I used to own
(Varro as ruas que já foram minhas)

I used to roll the dice
(Eu costumava jogar os dados)
Feel the fear in my enemy's eyes
(Sentia o medo nos olhos dos meus inimigos)
Listen as the crowd would sing
(Ouvia enquanto o povo exclamava
“Now the old king is dead! Long live the king!”
(“Agora o velho rei está morto! Vida longa ao rei!”)

One minute I held the key
(Em um minuto eu segurava a chave)
Next the walls were closed on me
(No outro as paredes se fechavam em mim)
And I discovered that my castles stand
(E eu então descobri, que meus castelos se apóiam)
Upon pillars of salt and pillars of sand
(Sobre pilares de sal e pilares de areia)

I hear Jerusalem bells are ringing
(Eu escuto os sinos de Jerusalém tocando)
Roman Cavalry choirs are singing
(Os corais da cavalaria romana estão cantando)
Be my mirror, my sword and shield
(Seja meu espelho, minha espada e escudo)
My missionaries in a foreign field
(Meus missionários em um campo desconhecido)

For some reason I can't explain
(Por algum motivo eu não sei explicar)
Once you go there was never
(Desde que você se foi, nunca mais houve)
Never an honest word
(Nunca houve uma palavra honesta)
That was when I ruled the world
(E foi quando eu dominava o mundo)

It was the wicked and wild wind
(Foi um vento estranho e forte (que)
Blew down the doors to let me in
(Derrubou as portas para me deixar entrar)
Shattered windows and the sound of drums
(Janelas estilhaçadas e o som de tambores)
People couldn't believe what I'd become
(As pessoas não acreditavam no que eu havia me tornado)

Revolutionaries wait
(Os revolucionários esperam)
For my head on a silver plate
(Pela minha cabeça numa bandeja de prata)
Just a puppet on a lonely string
(Apenas um fantoche numa corda solitária)
Oh who would ever want to be king?
(Oh, quem desejaria tornar-se um rei?)

I hear Jerusalem bells are ringing
(Eu escuto os sinos de Jerusalém tocando)
Roman Cavalry choirs are singing
(Os corais da cavalaria romana estão cantando)
Be my mirror, my sword and shield
(Seja meu espelho, minha espada e escudo)
My missionaries in a foreign field
(Meus missionários em um campo desconhecido)

For some reason I can't explain
(Por algum motivo eu não sei explicar)
I know Saint Peter won't call my name
(Eu sei que São Pedro não chamará meu nome)
Never an honest word
(Nunca houve uma palavra honesta)
But that was when I ruled the world
(E isso foi quando eu dominava o mundo)

Oh, oh, oh, oh, oh

Hear Jerusalem bells are ringing
(Escute os sinos de Jerusalém tocando)
Roman Cavalry choirs are singing
(Os corais da cavalaria romana estão cantando)
Be my mirror, my sword and shield
(Seja meu espelho, minha espada e escudo)
My missionaries in a foreign field
(Meus missionários em um campo desconhecido)

For some reason I can't explain
(Por algum motivo que não sei explicar)
I know Saint Peter won't call my name
(Eu sei que São Pedro não chamará meu nome)
Never an honest word
(Nunca houve uma palavra honesta)
But that was when I ruled the world
(Foi quando eu dominava o mundo)

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Músicas de Padre Zezinho


Nostalgia pura. As músicas vieram à minha cabeça e fui procurar a letra na internet. Eram as canções que cantávamos na Igreja e na Escola, lá pelos anos 1970 e 1980.

Amar como Jesus Amou

Um dia uma criança me parou
Olhou-me nos meus olhos a sorrir
Caneta e papel na sua mão
Tarefa escolar para cumprir
E perguntou no meio de um sorriso
O que é preciso para ser feliz?

Amar como Jesus amou
Sonhar como Jesus sonhou
Pensar como Jesus pensou
Viver como Jesus viveu
Sentir o que Jesus sentia
Sorrir como Jesus sorria
E ao chegar ao fim do dia
Eu sei que dormiria muito mais feliz

Ouvindo o que eu falei ela me olhou
E disse que era lindo o que eu falei
Pediu que eu repetisse, por favor
Mas não falasse tudo de uma vez
E perguntou num meio di um sorriso
O que é preciso para ser feliz?

Amar como Jesus amou
Sonhar como Jesus sonhou
Pensar como Jesus pensou
Viver como Jesus viveu
Sentir o que Jesus sentia
Sorrir como Jesus sorria
E ao chegar ao fim do dia
Eu sei que dormiria muito mais feliz

Depois que eu terminei de repetir
Seus olhos não saíram do papel
Toquei no seu rostinho a sorrir
Pedi que ao transmitir fosse fiel
E ela deu-me um beijo demorado
E ao meu lado foi dizendo assim

Amar como Jesus amou
Sonhar como Jesus sonhou
Pensar como Jesus pensou
Viver como Jesus viveu
Sentir o que Jesus sentia
Sorrir como Jesus sorria
E ao chegar ao fim do dia
Eu sei que dormiria muito mais feliz


Este Pranto Em Minhas Mãos

Muito alegre eu te pedi o que era meu parti, num sonho tão normal.
Dissipei meus bens e o coração também, no fim meu mundo era irreal.
Confiei no teu amor e voltei, sim aqui é meu lugar,
eu gastei teus bens ó pai e te dou este pranto em minhas mãos.
Mil amigos conheci disseram adeus caiu, a solidão em mim.
Um patrão cruel levou-me a refletir meu pai, não trata um servo assim.
Nem deixaste-me falar da ingratidão, morreu no abraço mal que eu fiz.
Festa, roupa nova, anel, sandália aos pés.
Voltei a vida, sou feliz.
Confiei no teu amor e voltei, sim aqui é meu lugar,
eu gastei teus bens ó pai e te dou este pranto em minhas mãos.

Alécio for a change

O coador, a voz e a poesia

por Alécio Cunha

Os lábios se movem lentamente. Com cuidado e paciência, dá para contemplar o mínimo instante em que a pontinha da língua ultrapassa a fronteira da boca, voltando rapidamente à sua geografia de origem.
Bom mesmo é ouvir o resultado desses movimentos sutis, quando a voz entra em cena, burilando a brevidade do momento.
É a carne da linguagem, cerne que brota histórias, fruto de verdades alheias e construção, metamorfose a partir das vivências dos outros.
Contar uma história não é ato fácil. Antes de mais nada, é resultado de longo processo de assimilação cultural, onde o coração de quem conta deve estar intimamente ligado ao de quem ouve.
Simbiose gestada pela escola dos afetos, de repente, estamos diante de um êxtase, ludibriados pela aventura da língua, fala que seduz, ora sintética, ora demorada.
E como é gostoso ser enveredado por estas trilhas.
O ouvinte permanece sem eira, nem beira, à deriva de um vestígio qualquer.
A linda moça que conta sua história, os cabelos negros e olhos de jabuticaba madura, não usa só a potencialidade da voz para extrair da história todo seu amálgama de fúria e delicadeza. O corpo, inteiriço, se insinua, abrindo leques à pluralidade da narrativa.
As mãos, ágeis, tiram da sacola o pó de café e o surrado coador. É impossível trazer ao terreno do escrito a emoção daquela narrativa. Dois objetos que se tornam amigos inseparáveis, sendo que os fragmentos de um, moléculas e átomos do outro, apostam em um amor híbrido e pulsante.
Esta história, apesar dos pessimistas de plantão, sempre muitos, tem, claro, um final feliz. Um dia, o pó de café chega à finitude frágil daquele pacote. O coador, amarrotado, ganha a ênfase do abandono.
Até que um dia, esses objetos tão sujeitos, transformados em um só, o pedaço de pano cheio de minudências de café, viram um prosaico vaso de flores, pura poesia.
P.S: Para Aline Cântia, por saber narrar.

Postado no site do Hoje em Dia em 6 de Outubro, 2009

Beatle notes

1. YELLOW SUBMARINE. A Walt Disney anunciou um acordo com a empresa dos Beatles, a Apple Corps, para filmar um remake em 3D do filme O Submarino Amarelo da banda, ampliando a presença do quarteto no século 21. O presidente do Disney Studios, Dick Cook, disse que o novo Submarino Amarelo será dirigido por Robert Zemeckis usando o mesmo efeito de captura de movimento utilizado em Expresso Polar. O longa terá 16 canções dos Beatles e gravações da animação original, licenciada pela Sony/ATV Music Publishing LLC e pela EMI Capitol Records. Não foi divulgada a data de lançamento. O filme original, sobre uma comunidade submersa pacífica, amante da música, que é atacada pelos "blue meanies" que detestavam a música, foi lançado nos Estados Unidos em 1968 e dirigido por George Dunning. O projeto da Disney dá continuidade ao lançamento mundial esta semana de álbuns remasterizados dos Beatles e de um jogo interativo de videogame sobre a banda.

Clipping tardio de A Tarde

Matéria veiculada no Jornal A Tarde do dia 20.07.2008

Proposta de mudar pára no Senado

SÍLVIO RIBAS E HELGA CIRINO
sribas@grupoatarde.com.br hcirino@grupoatarde.com.br

A comoção pública causada por situações graves em que adolescentes são agentes da violência – como o assassinato do menino João Hélio, de 6 anos, arrastado em 2007 pelo cinto de segurança de um carro durante um roubo no Rio de Janeiro – mobilizou a Câmara Federal para votar rapidamente um conjunto de projetos de reforço à segurança pública. Nesse pacote estava incluída a diminuição da imputabilidade penal, de 18 para 16 anos. Após um esforço relâmpago, no entanto, a tramitação do projeto perdeu o fôlego. Desde abril do ano passado, o Senado aguarda a inclusão do tema na pauta, depois de ter sido discutido pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

O senador Demóstenes Torres (DEM-GO), um dos defensores da redução da idade penal, declarou que a medida é insuficiente para resolver o problema da violência. “A punição para os crimes graves no ECA é ridícula, mas também queremos modificar a punição para crimes cometidos por adultos”, disse. Torres é autor do projeto, feito a partir de seis propostas de emenda à Constituição, que prevê a redução da idade penal para 16 anos. No campo contrário, a senadora Patrícia Saboya (PSB-CE), que integra a frente parlamentar, tenta impedir a redução da maioridade penal e cobra do Estado brasileiro políticas sociais previstas pelo Estatuto, que inibiriam o avanço da violência entre jovens.

A coordenadora da Frente Parlamentar da Criança e do Adolescente, deputada Maria do Rosário (PT-RS), avalia que não se podem minimizar as infrações cometidas por crianças e adolescentes, mas a participação de adultos em crimes é muito maior, além de provocar estragos maiores. “O ato de um adulto é sempre consciente e, portanto, pleno de punição”. A Frente Parlamentar aproveitou o aniversário de 18 anos do ECA, completados último domingo, para lançar 18 compromissos nessa área para que os candidatos a prefeito e vereador pelo País analisem e assumam o compromisso de colocá-los em prática, caso sejam eleitos. São sugestões para saúde, educação, lazer, cultura, esportes e enfrentamento da violência doméstica, exploração sexual e trabalho infantil. A plataforma também concede prioridade de votação às 18 propostas que transitam na Câmara e Senado tratando de direitos da criança e adolescente.

NAS RUAS – Mesmo 18 anos após ter entrado em vigor, os artigos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) ainda levantam muitas discussões e opiniões polêmicas. A mais fervorosa de todas é sobre redução da maioridade penal de 18 para 16 anos. Enquanto entidades de defesa dos direitos das crianças e instituições do Estado apostam em medidas de amenização dos danos aos adolescentes que praticaram atos infracionais, sete entre dez entrevistados na ruas de Salvador por A TARDE se disseram a favor de rigor na penalização dos jovens que cometem crimes hediondos como previsto na Proposta de Lei que tramita no Congresso Nacional, para reduzir a idade penal de 18 para 16 anos.

“Podem votar, podem também responder pelos crimes que cometem”, afirmou a donade-casa Marília Soares Pires, 25. Quem já foi vítima, vai mais além: “Quando eles entram no ônibus para assaltar se portam como adultos. No último roubo que fui vítima um menino colocou a arma na minha cabeça, ele não tinha mais que 15 anos”, indignouse o vendedor Fábio Soares, 36. Ele revelou já ter sido alvo de adolescentes três vezes. “Não venha me dizer que eles não têm consciência do que fazem”.

Agiotagem é crime

Só pra lembrar... A palavra, de origem italiana aggiungere, significa acrescer, aumentar. Agiotagem ou prática onzenária é a especulação fundada nos empréstimos de dinheiro a juros extorsivos, visando lucros exagerados. Esta é uma prática criminosa prevista na legislação brasileira, que fez com que a Associação Nacional de Defesa dos Consumidores do Sistema Financeiro (Andif) criasse uma cartilha alertando o consumidor de como se livrar dos agiotas. Existem dois tipos de agiotas. Um deles é o ocasional, que, inconformado com as baixas taxas de juros pagas pelos bancos, quer fazer render mais o dinheiro que tem guardado. Esse não é seu meio de vida. O outro é o profissional, que faz da agiotagem um meio de vida, pois já estruturou todo um aparato para coagir, pressionar e extorquir. Inclusive com profissionais que se incumbem em aterrorizar as vítimas para que o agiota atinja o lucro extorsivo. O agiota profissional pode ser pessoa física ou jurídica, com fachada de factoring, compra e venda de telefones, compra e venda de veículos, escritórios de assessoria cartorária, crédito fácil, promotora de vendas, empresas de turismo (doleiros) etc. A lista é grande. Estes emprestam determinadas quantias para assalariados de grandes empresas, tais como bancos, multinacionais, empresas que lidam com valores, etc. Para liberar estes valores, exigem garantias reais, como imóveis, veículos ou cheques pré-datados. Dos assalariados exigem cheques ou notas promissórias assinados em branco. Caso de polícia. Mas a dica mais importante é não esquecer que o dinheiro tomado de empréstimo acaba e nem sempre resolve o problema. O cidadão pode ficar sem o dinheiro, com o nome sujo e ainda com a dívida.

Fonte: Andif e outros

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Poema para João


Boa nova segundo João

Desde o primeiro segundo esse menino nomeou a alegria. João.
Esse menino nina meus pensamentos.
Esse menino mudou minha vida.
Seu nome rima com coração, o meu.
Seu nome tem tantas letras e vogais quanto o amor.
Seu sorriso dá nome ao amor no coração.

João pode ser forte como o leão.
João pode ser doce como o melão.
João pode ser suave como a canção.
João pode ser único como o João.

Meu menino nasceu para eu nascer de novo.
Meu menino é novo como o sol que nasce.
Meu menino traz esperança de novos dias.

Deus o abençoe, meu filho.
Deus o acompanhe, meu menino.
Deus o proteja, meu João.

Papai e mamãe amam você desde os sonhos.
Papai e mamãe querem você até sempre.
Papai e mamãe amam amar você.

Seja feliz, cresça e faça o mundo sorrir.
Seja o homem de modos simples e ideais grandes.
Seja livre para trilhar seu futuro.
Seja o João que amamos desde o primeiro segundo.
Seja forte, doce, suave e único.

Quero viver para ser o mais velho de seus amigos.
Filho do cerrado como o papai.
Lindo como a mamãe.
Querido como você só.

(Sílvio Ribas)

Nasce o Brasil Econômico

As cinco razões para assinar o jornal são bem resumidas no comercial que vai ao ar na TV.
1) Vale ter uma segunda opinião.
2) Não vem só em papel, mas também em internet e celular.
3) Bem editado e de visual inovador.
4) Rapidez na leitura para rapidez nas decisões.
5) Impressão de elevado nível, que não suja as mãos.

VEJA o vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=nDZzbr40eQY