Kahn em cana! Eis aí uma das últimas do carnaval. Dominique Strauss-Kahn, vulgo DSK, ex-diretor do Fundo Monetário Internacional (FMI), deveria ser garoto propaganda da Roche. Depois de todas as denúncias de assédio sexual e até de estupro de que foi alvo nos últimos tempos, ele passará a noite preso em Lille, no norte da França, depois que o juiz que instrui a investigação de suposto caso de prostituição e desvio de fundos decidiu prolongar o interrogatório iniciado ontem. O magistrado deseja continuar perguntando a DSK, de 62 anos, sobre seu papel dentro da investigação de uma rede de prostituição que organizou encontros sexuais dos quais participou o ex-pré-candidato à Presidência da França. Ele escapou da armação com a camareira de Nova York, mas parece que tem outros rolos mais pesados.
Ideas for Sale
Rascunhos online para a posteridade
terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
Segura o Kahn, amarra o Kahn...
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SÍLVIO RIBAS
Kahn em cana! Eis aí uma das últimas do carnaval. Dominique Strauss-Kahn, vulgo DSK, ex-diretor do Fundo Monetário Internacional (FMI), deveria ser garoto propaganda da Roche. Depois de todas as denúncias de assédio sexual e até de estupro de que foi alvo nos últimos tempos, ele passará a noite preso em Lille, no norte da França, depois que o juiz que instrui a investigação de suposto caso de prostituição e desvio de fundos decidiu prolongar o interrogatório iniciado ontem. O magistrado deseja continuar perguntando a DSK, de 62 anos, sobre seu papel dentro da investigação de uma rede de prostituição que organizou encontros sexuais dos quais participou o ex-pré-candidato à Presidência da França. Ele escapou da armação com a camareira de Nova York, mas parece que tem outros rolos mais pesados.
How Munch does it cost?
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SÍLVIO RIBAS
O quadro O Grito, do norueguês Edvard Munch, tem leilão marcado para 2 de maio, na famosa casa de leilões Sotheby's, em Nova York. A expectativa é arrecadar mais de US$ 80 milhões.A obra de arte pintada em 1895 está nas mãos do empresário norueguês Petter Olsen, cujo pai Thomas era amigo, vizinho e patrocinador de Munch. Segundo matéria do Estadão de hoje, existem outras três versões do personagem em desespero com as mãos no rosto gritando, um ícone universal que já serviu de inspiração para a imprensa e as artes. O Grito, ressaltam os especialistas, é uma das imagens de maior reconhecimento instantâneo do mundo, perdendo só para a Mona Lisa, de Leonardo Da Vinci.
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
Personagens dos 80
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SÍLVIO RIBAS
Por favor, me ajudem a completar a lista:- Geléia (Ghost Busters)
- Rambo
- Michelangelo (Tartarugas Ninja)
- She-Ra
- Ronald Reagan
- E.T.
- Mister T
- He-Man
- Indiana Jones
- Michael Jackson
- Hulk Hoogan
- Cheetara (Thunder Cats)
- Super Mario (Mario Bros.)
- Super máquina (Knightrider)
- Ursinho carinhoso
- Tron
- Max Headroom
- Smurf
- Silver Hawk
- Optimus Prime (Transformers)
- Sloth (monstro de The Goonies)
- Pac-man
- Dr. Peter Venkman (Ghost Busters)
- Lando Calrissian (Guerra nas Estrelas)
- Jem (banda de rock feminina)
- Flava (o do relógio dependurado no pescoço)
- Destruidor (Tartarugas Ninja)
- Devo (o nerd de chapéu engraçado)
- Cobra (G.I Joe)
- Bravestarr
- Chefe Hogg (Os Gatões)
Adolo Adele. Quem?
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SÍLVIO RIBAS
V de Vingança
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SÍLVIO RIBAS
A vida imita a arte. A máscara usada pelo personagem de quadrinhos inspirado no revolucionário inglês Guy Fawkes e popularizada pelo filme V de Vingança se tornou símbolo das manifestações. Imagem do anarquista alia o anonimato individual com coesão popular.
INSATISFAÇÃO MUNDIAL
Sílvio Ribas
(Correio Braziliense, novembro de 2011)
O destaque dessa programação divulgada por redes sociais na internet, como Facebook e Twitter, será uma "grande manifestação internacional", amanhã, em Nice, cidade vizinha a Cannes, na qual são aguardados pelo menos 15 mil manifestantes, segundo os organizadores. O aeorporto local é onde a maioria das comitivas dos governantes deverá desembarcar.
A ONG francesa Associação pela Taxação das Transações Financeiras (Attac) informa que manifestantes chegarão de diversos pontos do país e do exterior, sobretudo da Itália e da Espanha. Um grupo que se preparava para realizar marcha até Atenas decidiu fazer escala em Nice, justamente para coincidir com a ação contra o G20, que reunirá seus líderes nos dias 3 e 4.
Apesar das concentrações de rua já terem se tornado uma tradição nas cúpulas do G-20, dominadas por um fortíssimo esquema de segurança para isolar chefes de governo e Estado, os deste ano são resultantes de outro contexto, sustentados pelos indignados com as taxas recordes de desemprego, sobretudo nos Estados Unidos, e as perdas de benefícios sociais históricos, mais sentidos na Europa.
Esses movimentos populares vêm se replicando desde 17 de setembro, com a deflagração do Ocupe Wall Street, em Nova York, protesto organizado contra o socorro ao setor financeiro e que se espalhou por diversas cidades norte-americanas e inspirou outro igual em Londres. Antes da escalada que já chegou a Berlim e a Hong Kong, milhares de estudantes, grevistas e simpatizantes faziam passeatas e acampamentos na Espanha e na França. O retrato mais violento está na Grécia, protagonista da crise fiscal europeia e já pressionada por metas de austeridade.
Segundo cálculos da Organização Internacional do Trabalho (OIT), as turbulências já desempregaram mais de 200 milhões de pessoas desde 2008, sobretudo nos EUA, onde as desigualdades sociais disparam — desde 1979, enquanto a renda do 1% mais rico da população saltou 250%, a dos 20% mais o pobres cresceu apenas 18%. No geral, o que mais assusta é a falta de perspectivas de recuperação econômica. "Prognósticos que apontam uma década perdida na Europa amplia o desalento dos jovens", comentou um diplomata europeu ao Correio.
Carlos Zarco Mera, diretor da Oxfam, agência humanitária britânica com representação no Brasil e em outros 14 países, defende uma análise mais ampla da crise e a constituição de um fundo internacional para combater a pobreza e mudanças climáticas. "Uma em cada sete pessoas no mundo passa fome, e a situação da economia global vai agravar esse quadro", sublinhou.
Iara Pietrocovsky, da Rede Brasil sobre Instituições Financeiras Multilaterais, afirma que sua entidade não considera o G-20 uma instância legítima para deliberar sobre a agenda mundial, mas reconhece que o grupo acaba tendo imenso poder de influência. Ela cobra ainda mais transparência sobre as posições defendidas pelo Brasil nesses espaços.
Coisa que Minerva
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SÍLVIO RIBAS

Sílvio Ribas
Larissa Garcia
A estabilidade econômica, o forte crescimento dos últimos anos e a transferência de renda conjugada com a valorização do salário mínimo não foram suficientes para que o país superasse a sua profunda e histórica desigualdade regional. Ao longo da última década, as diferenças apenas ganharam novos formatos. Em estados riquíssimos como São Paulo, focos de miséria saltam aos olhos. Enquanto o Distrito Federal registra a maior renda per capita do Brasil, no seu entorno, o indicador representa apenas um quarto da média nacional. No Pará, há uma série de municípios em que o Produto Interno Bruto (PIB) encolheu no mesmo período em que o Brasil ganhava musculatura para se transformar na quinta maior economia do mundo. Não à toa, a nação que hoje desperta apetite do capital estrangeiro ainda mantém a feição de Belíndia, conceito criado em 1974 pelo economista Edmar Bacha para ilustrar o modelo econômico que unia a riqueza da pequena Bélgica com a pobreza da continental Índia.
As discrepâncias foram desnudadas pelo Mapa da Distribuição Espacial da Renda no Brasil, estudo elaborado pelo Conselho Federal de Economia (Cofecon), ao qual o Correio teve acesso com exclusividade. Feito em 220 áreas de todo o país, com base em dados de 2008, o levantamento mostra que a divisão entre Sudeste e Sul ricos e Norte e Nordeste pobres é imprecisa. Muito além desses extremos, existem ilhas de prosperidade em estados menos desenvolvidos, como pequenas cidades embaladas pelo agronegócio e mineração, e recantos de extrema pobreza no interior de regiões industrializadas.
Os dados de desigualdade são impressionantes. Ao mesmo tempo em que localidades apresentam o dobro da taxa de crescimento econômico do país e renda pelo menos uma vez e meia acima da média brasileira, outras amargam retração e convivem com rendimentos abaixo do aceitável. Mais do que isso: onde o desenvolvimento custa a chegar, a violência cresce a passos assustadores, como na periferia de Brasília e na região de Altamira, no Pará, palco de conflitos e mortes de ambientalistas e de líderes de trabalhadores rurais. Nessa parcela de desfavorecidos estão ainda o Sul do Rio Grande do Sul e os vales da Ribeira (SP) e do Jequitinhonha (MG).
“Ao longo dos últimos 50 anos, apesar de, algumas vezes, ter havido forte intervenção do Estado em políticas, planos e programas de desenvolvimento regional, os resultados acumulados até hoje não são nada relevantes”, diz Júlio Miragaya, coordenador do estudo.
Estagnação
A região metropolitana do Distrito Federal, que engloba os municípios goianos do Entorno, traz o mais explícito retrato da persistência dos contrastes geográficos. A capital de maior renda individual está cercada de estagnação e indicadores sociais ruins. Se Brasília consagra o segundo maior PIB per capita do país, com R$ 47,7 mil, superada apenas pelos R$ 48,2 mil de Sorriso (MT), a vizinha Luziânia (GO) tem, por exemplo, rendimento oito vezes menor, de R$ 5.842.
As duas realidades são distantes no social mas próximas na geografia. O dia a dia da investidora Carmem Silvia Fontenelle, 55 anos, é uma realidade vivida por muitos moradores da capital federal. “Tenho uma vida confortável, uma boa casa, um carro e viajo sempre”, conta a moradora do Lago Sul. Para ela, a boa condição financeira do brasiliense ainda é característica de uma cidade planejada. “O problema é que o número de pessoas extrapolou o previsto. É uma terra de muitas oportunidades e, por isso, atrai trabalhadores”, diz. Carmem nunca foi ao entorno do DF, mas sabe “que existe muita pobreza por lá”. E confessa que a desigualdade está entre suas preocupações: “O governo deveria dar um jeito nisso. Nem que fosse preciso reduzir a riqueza de uns”.
A apenas 37,5 quilômetros da casa de Carmem, no vilarejo de Lago Azul, município do Novo Gama (GO), mora a família Gomes: num pequeno lote, 12 pessoas dividem o teto. Não há esgoto ou asfalto. “Vivemos com muito pouco. Até ganho o Bolsa Família, mas não dá para contar. Às vezes, vem menos, não entendo”, relata a cabeleireira Iris Pereira Gomes, 45 anos. Natural de Souza, na Paraíba, ela conta que veio para Brasília com a irmã, Ilza Maria Gomes, 49, e a mãe, Creuza Gomes, 65. “Buscamos emprego e situação melhor no DF. Pensei que seria bem melhor, mas pelo menos o emprego é farto”, conta. O alto custo de vida as levou ao entorno. “Morei no Gama, mas era caro demais”, lamenta.
Investimentos
Apesar dos evidentes problemas, um dos maiores especialistas em políticas sociais, o economista Ricardo Paes de Barros, da Secretaria de Assuntos Estratégicos do governo federal, vê melhoras no país. “O Brasil foi o lugar onde mais se reduziu a desigualdade nos últimos dez anos. E a tendência é de as diferenças caírem ”, diz. Isso se deveu a uma série de medidas oficiais, que vão do Bolsa Família à melhoria da produtividade e da escolaridade e à formalização de mão de obra. “Outras contribuições vieram de mais gasto público e de investimento privado no interior. Até a globalização ajudou.”
Para Júlio Miragaya, casos atuais de desenvolvimento podem ser consequência de base econômica consolidada há décadas e da abertura de novas fronteiras agrícola e mineral. Um exemplo disso é o avanço acelerado do plantio de grãos para a exportação na região apelidada de Matopiba, sigla formada por Mato Grosso, Tocantins, Sul do Piauí e Oeste da Bahia. “Em todas as situações, percebe-se uma difusão dos ganhos por todas as camadas da sociedade”, explica.
O economista ressalta que, apesar da reconfiguração produtiva em várias partes, o saldo histórico ainda faz de Norte e Nordeste regiões de ampla estagnação. “Por outro lado, contrastes internos são menores nos estados do Sul, tendo Santa Catarina o melhor exemplo de equilíbrio”, acrescenta.
Fonte: Correio Braziliense, 12 de junho de 2011
Cadê a Cide?
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SÍLVIO RIBAS
A Confederação Nacional dos Transportes (CNT) alerta que os valores investidos estão perigosamente abaixo das necessidades, mesmo se somados aos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O governo aplica uma média anual de R$ 10 bilhões em infraestrutura de transportes, mas o setor calcula que o desejável seria R$ 36,3 bilhões. “A continuidade da retenção de recursos da Cide levará o sistema rodoviário ao colapso no fim da década”, disse Bruno Batista, diretor executivo da CNT, lembrando que o apagão logístico evolui gradualmente.
A previsão, explicou, leva em conta que 57,4% das rodovias já estão em condições ruins, e a expansão acelerada do número de caminhões e carros em circulação. Entre 2008 e o ano passado, foram vendidos 13,5 milhões de veículos novos no país. Segundo a consultoria KPMG, a produção brasileira pode chegar a 6 milhões de unidades anuais até 2020, com o país saltando de quinto para terceiro mercado automotivo já em 2016, ultrapassando Japão e Alemanha e ficando atrás só de China e Estados Unidos.
Perda
Batista lembra que os valores arrecadados com a contribuição têm oscilado ao longo dos anos, mas a maior perda vem da desvinculação das receitas, que deveriam substituir o extinto fundo rodoviário. “A proposta original continua se desvirtuando e os recursos não serviram às finalidades estabelecidas”, afirmou. Segundo ele, é fácil perceber, na prática, a falta que fazem os recursos não aplicados. Devido à precariedade das estradas, o preço do frete rodoviário de soja no Brasil é 3,7 vezes maior que na Argentina e 4,3 vezes superior ao dos Estados Unidos. E um dado mais dramático, exposto pela frieza das estatísticas, aponta que o custo anual com acidentes e mortes nas estradas federais está na casa de R$ 14 bilhões, bem mais do que o total investido pelo governo em infraestrutura de transportes.
A contribuição, cobrada sobre importação e venda de petróleo e derivados, gás natural e álcool, teve seus percentuais reajustados para baixo para incentivar o uso de combustíveis mais limpos. Mesmo assim, a arrecadação bruta é crescente. Se uma parte preponderante da média anual de R$ 7,1 bilhões fosse revertida aos transportes, os indicadores seriam outros.
Com o montante da Cide não usado até hoje, seria possível restaurar 50 mil km ou ainda duplicar 6,51 mil km de estradas. A assessoria do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) informou ao Correio que o órgão investiu no ano passado R$ 5 bilhões em manutenção rodoviária. Mas reconhece que a previsão é que a média anual caia para R$ 4,3 bilhões entre 2012 e 2014. No fim do ano passado, começaram as licitações do programa que pretende recuperar mais da metade da malha rodoviária federal, abrangendo 32 mil km de 27 rodovias em nove estados, com investimento total de R$ 3,6 bilhões.
Concessão da BR 101
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) realizará na quarta-feira, na Bolsa de Valores de São Paulo (BM&FBovespa), o leilão para concessão do trecho da rodovia BR-101 nos estados do Espírito Santo e Bahia, além de entroncamento na divisa do Espírito Santo e Rio de Janeiro. Poderão participar pessoas jurídicas nacionais ou estrangeiras, entidades de previdência complementar e fundos de investimento, isoladamente ou em consórcio. Vencerá quem apresentar o menor preço de pedágio.
Fonte: Correio Braziliense. 14/01/2012
Vento a favor das eólicas
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SÍLVIO RIBAS

SÍLVIO RIBAS*
Água Doce (SC) — Entre o azul do céu e os verdes campos de soja de Água Doce (SC) se erguem 86 torres de geradores eólicos de 100 metros, capazes de gerar eletricidade para até mil famílias de classe média. Nesta área de 200 metros quadrados, divida em seis propriedades rurais, funciona desde o mês passado o maior parque eólico. Com investimento de R$ 1,3 bilhão, o projeto da multinacional argentina IMPSA também vem acompanhado de um esforço para fazer decolar no país uma indústria nacional de aerogeradores.
O total de parques eólicos no país saiu de 33 em 2009 para os atuais 71 em nove estados, com investimentos de R$ 8 bilhões. Os parques que já operam têm potencial para gerar 1,47 GW por ano e embora a energia eólica venha sendo testada há décadas no país, ainda é considera novidade desde sua estréia oficial, em 2004. Com leilões realizados desde 2009, o governo já contratou quase 3GW para os próximos cinco anos. Até 2016, a expectativa é de que outros 218 parques sejam inplantados, acrescentando mais 8GW. O número é 5,5 vezes maior do que a capacidade atual e implicará em mais US$ 12 bilhões em investimentos. Mesmo assim, o Brasil continuará longe de atingir todo potencial estimado de geração eólica, de 350 gigawatts (GW) anuais, o dobro da demanda atual.
A presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), Elbia Melo, avalia que o Brasil consolidou o setor em 2011, avança este ano como fabricante de geradores e caminha nos próximos anos para se tornar uma das líderes mundiais em eletricidade dos ventos. De acordo com a Abeeólica, existem 11 fabricantes de geradores. Além disso, a entidade estima que a participação de setor na matriz energética salte dos apenas 1,3% para 5,6% até 2014. “É um crescimento considerável se considerar ser uma tecnologia nova. Trata-se não só de fonte limpa e renovável, mas também competitiva”, explica.
Os ventos sobre o Brasil têm como característica geral a intensidade e a constância, uma vantagem competitiva sobre outros países ao diluir os custos do investimento. Em alguns locais, o grau de aproveitamento pode chegar a 50% na média, acima do índice europeu, de 32%. Enquanto o megawatt/hora eólico está cotado em R$ 105 no Brasil, na Europa chega s R$ 300. Segundo a Abeeólica, a geração geração eólica já é a segunda mais barata, perdendo só para a hidráulica, de R$ 80 a R$ 90 por quilowatt/hora (KW/h).
* O repórter viajou a convite da IMPSA Brasil
PS: Publicado no Correio Braziliense de hoje
sábado, 18 de fevereiro de 2012
Homeless, sweet homless
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SÍLVIO RIBAS
Duas notícias relacionadas - uma internacional e outra local - chamaram a atenção nos últimos dias nos sites jornalísticos e redes sociais. São cômicas pela gafe dos seus protagonistas, mas igualmente trágicas pelo seu pano de fundo, envolvendo o flagelo dos moradores de rua. A secretária de Saúde da França, Nora Berra, pediu às pessoas mais vulneráveis - citando especificamente bebês, idosos, doentes e moradores de rua - que evitassem sair de casa, além de procurar usar roupas apropriadas. Momentos após divulgar o post no seu twitter, Nora recebeu uma avalanche de mensagens questionando como um mendigo morador de rua poderia "evitar sair de casa". Como se não bastasse isso, dias depois o Tribunal de Justiça de São Paulo determinou uma inusitada prisão domiciliar a um morador de rua preso em outubro do ano passado sob a acusação de furto. Para piorar o caráter esdrúxulo dessa decisão, está a advertência acrescida à ela: o cidadão Nelson Renato da Luz pode ser preso a qualquer momento caso descumpra a decisão judicial de ficar em casa. Coincidências à parte, o mundo está precisando de mais reflexão sobre o crescente apartheid social. Não dá para não ver que está faltando solidariedade. Sabe-se também que a economia não é a causa de todo esse problema de população de rua, envolvendo brigas familiares, doenças psiquiátricas, alcoolismo, drogas etc.

O BICHO
Manuel Bandeira
Vi ontem um bicho
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos.
Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.
O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Na era um rato.
O bicho, meu Deus, era um homem.
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
Amor é...
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SÍLVIO RIBAS
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