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O bruto também ama

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Faroeste cabloco Renato Russo Não tinha medo o tal João de Santo Cristo Era o que todos diziam quando ele se perdeu Deixou prá trás todo o marasmo da fazenda Só prá sentir no seu sangue o ódio que Jesus lhe deu Quando criança só pensava em ser bandido Ainda mais quando com tiro de soldado o pai morreu Era o terror da cercania onde morava E na escola até o professor com ele aprendeu Ia prá igreja só prá roubar o dinheiro Que as velhinhas colocavam na caixinha do altar Sentia mesmo que era mesmo diferente Sentia que aquilo ali não era o seu lugar Ele queria sair para ver o mar E as coisas que ele via na televisão Juntou dinheiro para poder viajar E de escolha própria escolheu a solidão Comia todas as menininhas da cidade De tanto brincar de médico aos doze era professor Aos quinze foi mandado pro reformatório Onde aumentou seu ódio diante de tanto terror Não entendia como a vida funcionava Descriminação por causa da sua classe e sua cor Ficou cansado de tentar achar resposta E comprou um...

A love story

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Eduardo e Mônica Renato Russo Quem um dia irá dizer que existe razão Nas coisas feitas pelo coração? E quem irá dizer Que não existe razão? Eduardo abriu os olhos mas não quis se levantar Ficou deitado e viu que horas eram Enquanto Mônica tomava um conhaque Noutro canto da cidade Como eles disseram Eduardo e Mônica um dia se encontraram sem querer E conversaram muito mesmo pra tentar se conhecer Foi um carinha do cursinho do Eduardo que disse - Tem uma festa legal e a gente quer se divertir Festa estranha, com gente esquisita - Eu não tou legal, não agüento mais birita E a Mônica riu e quis saber um pouco mais Sobre o boyzinho que tentava impressionar E o Eduardo, meio tonto, só pensava em ir pra casa - É quase duas, eu vou me ferrar Eduardo e Mônica trocaram telefone Depois telefonaram e decidiram se encontrar O Eduardo sugeriu uma lanchonete Mas a Mônica queria ver o filme do Godard Se encontraram então no parque da cidade A Mônica de moto e o Eduardo de camelo O Eduardo achou estran...

Nunca mais!

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O Corvo (Edgar Allan Poe, tradução de Machado de Assis) Em certo dia, à hora, à hora Da meia-noite que apavora, Eu, caindo de sono e exausto de fadiga, Ao pé de muita lauda antiga, De uma velha doutrina, agora morta, Ia pensando, quando ouvi à porta Do meu quarto um soar devagarinho, E disse estas palavras tais: "É alguém que me bate à porta de mansinho; Há de ser isso e nada mais." Ah! bem me lembro! bem me lembro! Era no glacial dezembro; Cada brasa do lar sobre o chão refletia A sua última agonia. Eu, ansioso pelo sol, buscava Sacar daqueles livros que estudava Repouso (em vão!) à dor esmagadora Destas saudades imortais Pela que ora nos céus anjos chamam Lenora. E que ninguém chamará mais. E o rumor triste, vago, brando Das cortinas ia acordando Dentro em meu coração um rumor não sabido, Nunca por ele padecido. Enfim, por aplacá-lo aqui no peito, Levantei-me de pronto, e: "Com efeito, (Disse) é visita amiga e retardada Que bate a estas horas tais. É visita que pede à ...

O sentimento

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O Amor Gibran Khalil Gibran Quando o amor o chamar Se guie Embora seus caminhos sejam agrestes e escarpados E quando ele vos envolver com suas asas Cedei-lhe Embora a espada oculta na sua plumagem possa feri-vos E quando ele vos falar Acreditai nele Embora a sua voz possa despedaçar vossos sonhos como o vento devasta o jardim Pois da mesma forma que o amor vos coroa, assim ele vos crucifica E da mesma forma que contribui para o vosso crescimento Trabalha para vossa poda E da mesma forma que alcança vossa altura e acaricia vossos ramos mais tenros que se embalam ao sol Assim também desce até vossas raízes e a sacode no seu apego à terra Como feixes de trigo ele vos aperta junto ao seu coração Ele vos debulha para expor a vossa nudez Ele vos peneira para libertar-vos das palhas Ele vos mói até extrema brancura Ele vos amassa até que vos torneis maleáveis Então ele vos leva ao fogo sagrado e vos transforma no pão místico do banquete divino Todas essas coisas o amor operará em vos para que...

Feriados do ano

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01/01/2009 Quinta-Feira Confraternização Universal 24/02/2009 Segunda-Feira Carnaval 10/04/2009 Sexta-Feira Paixão de Cristo 21/04/2009 Terça-Feira Tiradentes 01/05/2009 Sexta-Feira Dia do Trabalho 11/06/2009 Quinta-Feira Corpus Christi 07/09/2009 Segunda-Feira Independência do Brasil 12/10/2009 Segunda-Feira Nossa Sra. Aparecida 02/11/2009 Segunda-Feira Finados 15/11/2009 Domingo Proclamação da República 25/12/2009 Sexta-Feira Natal

Little J

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Joãozinho é palavra poética. Junta um Jo com um aumentativo e um diminutivo. E vira o mais querido dos nomes.

História do Curvelo

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Fundou o lugarejo o padre Antônio Corvello de Ávila, do hábito de São Pedro, descendente da famosa Casa da Torre, e dele vem o nome da hoje próspera cidade. Um fenômeno lingüístico chamado corruptela transformou o topônimo Corvello em Curvelo. Em fins do século XVII, mais ou menos, baianos e paulistas, dentre outros desbravadores – aqueles subindo e estes descendo os rios São Francisco e Guaicuí, em busca de ouro e pedras preciosas –, tinham como pouso as margens do ribeirão Santo Antônio, o “bonito riozinho”, na definição de Richard Burton, estudioso e explorador inglês do período vitoriano. Alguns decidiram ficar nestas paragens e, em torno de humilde capela, deram início ao núcleo populacional. Depois de existir como arraial e distrito, designado por outras denominações, Curvelo se desmembrou de Sabará e se tornou município autônomo, por um decreto da Regência, de 13 de outubro de 1831, tendo como sede a vila homônima. Em 30 de julho de 1832, foi instalada a Câmara de Vereadores. Em...