domingo, 19 de abril de 2009

Diabo matreiro

Certa vez, o saudoso José Mário Miranda, um doce vovô de minha rua em Curvelo, contou-me uma engraçada estória sobre as “piscinas do inferno”. Segundo ele, no reino das profundezas existem dois castigos básicos, que são colocados como opções aos condenados. Ou se entra numa piscina de água fervente ou noutra de fezes. O diabo ainda fazia uma ressalva: na segunda piscina, a profundidade da nojeira dava no pescoço. Diante do dilema, a maioria optava, então, pela alternativa que considerava a mais suportável ou a menos dolorosa. Só que havia ainda mais um detalhe desconhecido ao "banhista". Após a alma penada acomodar na m* tapando o nariz com os dedos, um engenho começava a trabalhar. A surpresa era a seguinte: uma lâmina afiadíssima se movia por meio de um braço mecânico sobre toda a superfície da bosta, forçando o indivíduo a submergir de cinco em cinco minutos. Sacanagem do coisa ruim!

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