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Lápis do astronauta

Achei muito interessante a entrevista do professor Sandro Marques, ESPM, dada hoje ao programa da Rádio CBN Mercado Corporativo, apresentado pela lenda Herótodo Barbeiro. O tema é criatividade e inovação nas empresas. Vale a pena ouvir de novo. Abrir canais de comunicação internos para estimular a geração de idéias e prestar atenção em tudo que ocorre no capitalismo em todos os continentes são os ensinamentos centrais dessa conversa. Antes que me questionem por quê raios titulei este post de Lápis do astronauta, explico em seguida. É um exemplo que foi dado por alguém do valor da simplicidade na busca por soluções de problemas práticos. Após milhões de dólares gastos para se descobrir uma caneta esferográfica que funcionasse em um ambiente sem gravidade, alguém perguntou porque apenas porque não se trocar a caneta pelo lápis comum. É uma prova cabal de que a grande idéia é, necessariamente, simples, muito simples.

Oba! Obama! Obamania!

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A Obamania varre o mundo, deixando loucos varridos e muita gente esperançosa de dias mais fraternos. Um verdadeiro oba-oba do Oba!ma. É claro que com o nome engraçado do presidente eleito dos Estados Unidos, não podería deixar de enxergá-lo em alguns logos, com vontade de fazer trocadilhos gráficos com isso. Penso, logo registro. Lembro do caso da BEA, companhia aérea britânica, que ganhou dos próprios Beatles um cartaz com o sufixo "TLES" para ser colocado ao lado do logo, na porta de saída da aeronave que os transportava. No caso do Barack Obama, o primeiro símbolo oba que topei foi o da rede de hortifruti do interior paulista, que também está em Brasília. Meu amigo Eduardo Zugaib me lembra agora, por e-mail, outro trocadilho que reflete esse espíritio midiático e festivo do oba-obama: "Yes, weekend", uma paródia do slogan "Yes, wee can".

Manuelzão na capa do CD

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Nessa época eu morava em Sampa. Naquela minha vida jornalística de bar em bar paulistano, deparo-me numa bela noite com um disparate que só foi disparate mesmo porque era o contexto da grande metrópole brasileira e eu um mineiro vindo do grande sertão. Um amigo catarinense meu chega, senta e logo apresenta o CD demo da banda de amigos dele de Floripa chamada Os Pistoleiros. Na capa, uma foto apenas de um senhor magro de chapéu e capa. "Que é isso!? Mas esse pistoleiro aí é o Manuelzão!", disparei à queima roupa, saindo em defesa da memória do personagem-vivo (não mais) de João Guimarães Rosa. "O quê? Conta outra, cara. Como-é-que-ocê-sabe? Isso é só uma fotinha que pescamos na internet", reagiu o conterrâneo e promoter eventual dos roqueiros. Expliquei que conhecia muito bem a foto, um exemplar da série feita por uma inglesa em 1952 pela revista O Cruzeiro, na cobertura da viagem-pesquisa de Guimarães com a comitiva de vaqueiros no Grande Sertão: Veredas. Elas estão...

Céu e inferno

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O paraíso é aquele lugar onde o humor é britânico, os cozinheiros são franceses, os mecânicos são alemães, os amantes são brasileiros e tudo é organizado pelos suíços. O inferno é aquele lugar onde o humor é alemão, os cozinheiros são britânicos, os mecânicos são franceses, os amantes são suíços e tudo é organizado pelos brasileiros. Fonte: Meerstempel Badist em 29, Julho, 2008

Dessanilizar o mar

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Lanço uma pergunta dentro de uma garrafa atirada ao mar. Por que os países mais ricos do mundo simplesmente não investem em sistemas baratos e de largíssima escala para dessanilizar a água do mar? A obtenção de água doce diretamente dos oceanos para abastecer os continentes deveria ser a saída óbvia para a tendência de desertificação do planeta. Estou falando besteira? Sei que o processo de decantação de grandes volumes é economicamente inviável. Mas tem outro processo, a partir da osmose, na qual a água salgada é filtrada por uma membrana semipermeável. Alguma idéia melhor?

Máskara do sertão

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As criaturas que surgem na noite das pequenas cidades no interior estão devidamente globalizadas. Sai as figuras do folclore brasileiro, inclusive a caçula Chupa-Cabras, e entra em entra Mickey, Pantera Cor de Rosa e até o Máskara, uma das encarnações do ator canadense Jim Carey no cinema. Essa é a foto que registra a aparição em 2006 do personagem de cara verde e roupas amarelas, dançando como um louco numa esquina escura de Curvelo (MG).

Duília: a saudade que doía

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O maravilhoso conto de Aníbal Machado, que tem passagem na minha Curvelo, é uma eterna inspiração para a nossa nostalgia além de uma bela história sobre o desejo de um impossível resgate da pureza perdida na vida de uma cidade do interior. Aqui está a foto que fiz em companhia de meu pai, Maurílio, há muitos anos, registrando o que sobrou do velho Hotel Rio de Janeiro, onde o protagonista do conto se hospedara antes de prosseguir a sua viagem iniciada na capital fluminense e rumo às origens perdidas na região central de Minas Gerais. No caminho de retorno aos inesquecíveis seios de Duília, o aposentado era dominado por lembranças que mais tarde se tornariam penosas ilusões desfeitas. Viagem aos Seis de Duília, o filme com o mesmo título do conto, produzido em 1964 e dirigido por Carlos Hugo Christensen, fez as locações nos exatos lugares descritos por Machado. Dá para conferir tudo no Youtube. Considerado um dos 100 melhores contos da literatura brasileira, publicado numa esmerada cole...